Tem dias que a gente se sente. E aí, resolve ir ao cinema. Pra sentir menos. Ah....que graça. Que bobagem. Poderia ter passado sem essa. Ou melhor, poderia ter passado com essa, mas melhor. Mas, não passei.
Eu não sei quem viu o que eu vi. Eu não sei quem percebeu o que eu percebi. Mas, o alento que eu buscava naquele momento, foi devolvido com uma sutileza cruel. Toma, filha. Lide com isso. E veio com uma beleza.... Em plumas, em som, em imagens, em vagar. E no vagar dos gestos, tudo ficou mais sentido. Mais firme, mais intenso. E o alento que eu buscava se distanciava de mim. E tudo, lento. Muito lento. Tão lento que eu achei nem perceber o caminho que eu tomava ali, sentada, quieta. Mas, de repente, o que eu passei a buscar não era mais a calma que me levou ali. Eu queria chorar. Eu queria tirar de mim o conforto que eu procurava. Queria cair num campo de golfe, me aterrar. Queria a lentidão de um cavalo que curva as pernas. Queria ser a noiva deitada no rio. Eu queria ver a beleza no desterro. Tudo o que eu buscava se foi. Sai triste. Sai com a minha condição. Tudo continuava igual. A ansiedade era a mesma. A falta, estava lá. O cansaço gritante como antes. Nada mudou. O alento não veio. A calma, menos ainda. Sai sentida. Mas, a beleza....ah, que beleza.
É.....Melancolia somos nós.