Deve ser o inferno astral from hell – se é que é possível duplicar o fogo da coisa. Ou deve ser O Jogo das contas de vidro, do Hess – que eu não tenho lido na chave dos 60, mas vai saber se o clima Sidarta não me pegou! Seja lá o que for, confesso, tô meio mística.
Na verdade, não estou absolutamente mística, mesmo porque acho um pé no saco essa coisa telúrica transloucada, duende, cristais e tais. No entanto, tenho percebido a energia de certas coisas circulando de uma forma diferente (ui!).
Para ser mais precisa: tenho me apegado à máxima “não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje”. É, isso aí. E tenho me apegado com fé! Estou devota do Santo Fazedor do Hoje. E sabe que tem funcionado?
E tem funcionado por um motivo simples (claro, eu tenho fé e por isso a coisa flui…): fazendo hoje o que é de Hoje, automaticamente eu libero o amanhã para o que é do Amanhã (o.0). Não fico atrapalhando o pobre coitado – que nem sabe o que será dele – com coisas que não são de sua alçada. Deixo espaço; deixo ar.
Bom, o efeito colateral desta maravilha é uma ansiedade duplicada. Uma vez que preciso livrar o Amanhã, o Hoje fica sobrecarregado: e tome cartório….e tome procurar casa pra mãe…e tome o trabalho…..e tome cerveja no fim do dia para acalmar. Mas….acho que é parte do processo (frase mística, clássica e analisada). Talvez com o tempo, o Hoje fique mais tranquilo. A ver…
De qualquer forma, em homenagem a essa energia gracinha do momento, a essa coisa pantufa, a essa coisa pé no chão-elemento-madeira, vou deixar a Baby Consuelo dar aquele grito do céu, do ar e do mar. E deixe-me ir, que ainda hoje há o que fazer.
